domingo, 26 de abril de 2015

Mito ou Realidade

Uma invenção de uma sociedade burguesa que necessitava de heróis, após o golpe de 1889. Com isso conseguiria trazer para junto de si a população.

sábado, 4 de abril de 2015


POBRE$A
Professor José Maria de Oliveira Junior
Desde que alguém, nos primórdios da humanidade, cercou um pedaço de terra e disse isto é meu, teve inicio a desigualdade entre os indivíduos e surgiu uma sociedade baseada na propriedade privada.
A humanidade assiste desde então, uma diferença entre as camadas e de suas funções entre os homens, pois de um lado se encontravam aqueles que possuíam o poder de decisão e propriedades e do outro lado aqueles que por necessidade de sobrevivência eram obrigados a obedecer ordens e trabalhar para os proprietários.
Como vemos a questão da desigualdade social não é recente, mas quando e por que o sentimento de justiça social passou a fazer parte das reflexões dos homens, uma vez que ricos e pobres sempre existiram e existirão. Essa questão não é tão simples, no século XVIII, os ideais do Iluminismo atingem seu apogeu, e com isso provocam-se intensas transformações na área da política na social como o exemplo, a Independência das Treze Colônias Britânicas na América, a Revolução Francesa e as Conjurações Mineira e Baiana. Todos esses movimentos possuíam algo em comum: a luta contra a opressão e pelo direito à liberdade. Embora as intenções e as ações impulsionadas pelos iluministas não solucionassem o problema da desigualdade entre os homens, seus pensadores foram os primeiros a denunciá-la.
A questão da pobreza, da riqueza e da desigualdade social foi intensamente retomada após a expansão da Revolução Industrial e dos escritos de Karl Max e Engels, no século XIX. No entanto, adquiriu maior ênfase no século XX. Os meios de comunicação de massa e a intensa atividade industrial estipularam um estilo de vida fundamentado no consumo. A todo instante, somos bombardeados por belíssimas e insistentes propagandas que nos condicionam a adquirir produtos de que, às vezes nem sempre precisamos das transformações no modo de vida trazem profundo incômodo à sociedade, pois revelam a disparidade de renda e aumentam a desigualdade entre os indivíduos. É comum, nos dias de hoje encontrarmos condomínios de luxo ao lado de casas de lata, madeira e papelão que não possuem saneamento básico.
A discriminação alimenta e mantém o distanciamento entre ricos e pobres, gerando com isso insegurança e, por fim a violência. É um círculo vicioso que abala as relações humanas, que são recheadas de indiferença e de individualismo. O desnível social não se restringe a pessoas, pois essa desigualdade pode ser conferida a países, a pobreza e a riqueza de um Estado podem ser medidas por índices estatísticos, como renda por pessoa, porcentagem de analfabetos, expectativa de vida da população, entre outros. Essa divisão internacional em países ricos e pobres também incita a discriminação e, em alguns casos extremos, ocorrem demonstrações de violência e atos terroristas. Se, por um lado a questão da pobreza não é recente para a humanidade, por outro vem sendo intensificada, deteriorando as relações entre os homens. Valores como solidariedade e respeito estão sendo substituídos pelo individualismo e pela indiferença. Sempre é tempo de retomar valores como solidariedade, a justiça e o respeito para que haja harmonia nas relações humanas.


BIBLIOGRAFIA
http//www1.folha.uol.com.br/poder/2014/12/1558538-miseria-emsao-paulo-volta-ao-nivel-de-2005.shtm1?cmpid=%22facefolha%22. Acesso 22/03/2015.
BITTENCOURT, Circe. O saber histórico na sala de aula. São Paulo: Contexto, 2004.
BLOCH, Marc. Apologia da História: ou o ofício do historiador. Rio de Janeiro, Jorge Zarah Editor, 2001.
HOBSBAWM, Eric. Era dos Extremos: o breve século XX: 1914-1991. São Paulo. Companhia das Letras 1995.