POBRE$A
Professor José Maria de Oliveira Junior
Desde que alguém, nos primórdios da humanidade, cercou
um pedaço de terra e disse isto é meu, teve inicio a desigualdade entre os
indivíduos e surgiu uma sociedade baseada na propriedade privada.
A humanidade assiste desde então, uma diferença entre
as camadas e de suas funções entre os homens, pois de um lado se encontravam
aqueles que possuíam o poder de decisão e propriedades e do outro lado aqueles
que por necessidade de sobrevivência eram obrigados a obedecer ordens e
trabalhar para os proprietários.
Como vemos a questão da desigualdade social não é
recente, mas quando e por que o sentimento de justiça social passou a fazer
parte das reflexões dos homens, uma vez que ricos e pobres sempre existiram e
existirão. Essa questão não é tão simples, no século XVIII, os ideais do
Iluminismo atingem seu apogeu, e com isso provocam-se intensas transformações
na área da política na social como o exemplo, a Independência das Treze
Colônias Britânicas na América, a Revolução Francesa e as Conjurações Mineira e
Baiana. Todos esses movimentos possuíam algo em comum: a luta contra a opressão
e pelo direito à liberdade. Embora as intenções e as ações impulsionadas pelos
iluministas não solucionassem o problema da desigualdade entre os homens, seus
pensadores foram os primeiros a denunciá-la.
A questão da pobreza, da riqueza e da desigualdade social foi intensamente
retomada após a expansão da Revolução Industrial e dos escritos de Karl Max e
Engels, no século XIX. No entanto, adquiriu maior ênfase no século XX. Os meios
de comunicação de massa e a intensa atividade industrial estipularam um estilo
de vida fundamentado no consumo. A todo instante, somos bombardeados por
belíssimas e insistentes propagandas que nos condicionam a adquirir produtos de
que, às vezes nem sempre precisamos das transformações no modo de vida trazem
profundo incômodo à sociedade, pois revelam a disparidade de renda e aumentam a
desigualdade entre os indivíduos. É comum, nos dias de hoje encontrarmos
condomínios de luxo ao lado de casas de lata, madeira e papelão que não possuem
saneamento básico.
A discriminação alimenta e mantém o distanciamento
entre ricos e pobres, gerando com isso insegurança e, por fim a violência. É um
círculo vicioso que abala as relações humanas, que são recheadas de indiferença
e de individualismo. O desnível social não se restringe a pessoas, pois essa
desigualdade pode ser conferida a países, a pobreza e a riqueza de um Estado
podem ser medidas por índices estatísticos, como renda por pessoa, porcentagem
de analfabetos, expectativa de vida da população, entre outros. Essa divisão
internacional em países ricos e pobres também incita a discriminação e, em
alguns casos extremos, ocorrem demonstrações de violência e atos terroristas.
Se, por um lado a questão da pobreza não é recente para a humanidade, por outro
vem sendo intensificada, deteriorando as relações entre os homens. Valores como
solidariedade e respeito estão sendo substituídos pelo individualismo e pela
indiferença. Sempre é tempo de retomar valores como solidariedade, a justiça e
o respeito para que haja harmonia nas relações humanas.
BIBLIOGRAFIA
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Acesso 22/03/2015.
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