Revolta dos Malês
Esse texto foi baseado
no artigo "Revolta dos Malês" disponível no Wikipédia.com.
A revolta aconteceu
entre os dias 25 e 27 de Janeiro de 1835, outras datas são fictícias. Nomes e
lugares são verídicos.
• Por volta do dia 20 de Janeiro de 1835
Nós, malês, nos
juntamos e planejamos. Queríamos o fim do catolicismo - religião que nos era
imposta -, o assassinato e confisco dos bens de todos os brancos e mulatos, e a
implatanção da monarquia islâmica, com a escravidão dos não muçulmanos. Nosso
plano de ataque, foi assinado por Mala Abubaker (um escravo, que, como outros,
tinha experiência em combates na África). Iríamos sair de Vitória¹, tomar a
terra, e matar todos os brancos que encontrássemos. De lá, partiríamos para
Água de Meninos e, depois para Itapagipe, onde encontraríamos o restante das
forças. Depois, invadiríamos os engenhos do Recôncavo, e libertaríamos os
escravos malês.
¹Atual bairro da Barra, em Salvador
• 25 de Janeiro de 1835
Tudo pronto, plano
repassado, e saímos as ruas. Matamos todos os brancos que cruzaram nosso
caminho. As lutas foram fáceis; não tivemos nenhuma baixa de nosso lado,
conseguimos tomar todas as terras e todos os bens que pudéssemos carregar.
• 26 de Janeiro de 1835
Muitos queriam
vasculhar a cidade, para matar quem estivesse escondido (e encontrar mais
coisas para a pilhagem), e fizemos isso por algum tempo. Mas, os lideres
decidiram partir, pois estávamos perdendo tempo aqui, já que não tem muitos
bens a se achar agora. Partiríamos a noite.
• 27 de Janeiro de 1835
Chegamos a Água de
Meninos, e foi como em Vitória. Fácil e rápido. Mas não seria fácil sair da
cidade. Fomos atacar os quartéis em Salvador, mas eles se organizaram
rapidamente, nos colocando em fuga. Acabamos nos separando. Nosso grupo, de
cerca de quinhentos males, foi barrado na vizinhança do Quartel de Cavalaria em
Água de Meninos, onde foi travado nosso combate decisivo. Fomos vencidos, pelas
tropas oficiais, que contavam com mais homens lutando, e armas melhores.
Contamos sete mortos
do lado deles, mas tivemos pelo menos dez vezes isto do nosso lado.
• Por volta do dia 5 de Fevereiro de 1835
Quem sobreviveu ao
combate em Água de Meninos, foi preso. Faz alguns dias que cerca de duzentos e
oitenta malês foram detidos no Forte do Mar. Nossos julgamentos estão marcados
para hoje.
• Alguns dias depois.
Nossas condenações
variaram entre a pena de morte para os lideres, e trabalhos forçados, degredo e
açoites para nós.
Fomos proibidos de
circular a noite pela capital, e praticar nossa religião.
Nossa revolta foi
rapidamente controlada, mas mostramos às autoridades e às elites, o potencial
de contestação contras o regime escravocrata. Mostramos nosso poder, perdemos,
mas mesmo assim, sabemos que não seremos os últimos a lutar por esse motivo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário