terça-feira, 17 de março de 2015

Revolta dos Malês


Esse texto foi baseado no artigo "Revolta dos Malês" disponível no Wikipédia.com.
A revolta aconteceu entre os dias 25 e 27 de Janeiro de 1835, outras datas são fictícias. Nomes e lugares são verídicos.



Por volta do dia 20 de Janeiro de 1835
 Nós, malês, nos juntamos e planejamos. Queríamos o fim do catolicismo - religião que nos era imposta -, o assassinato e confisco dos bens de todos os brancos e mulatos, e a implatanção da monarquia islâmica, com a escravidão dos não muçulmanos. Nosso plano de ataque, foi assinado por Mala Abubaker (um escravo, que, como outros, tinha experiência em combates na África). Iríamos sair de Vitória¹, tomar a terra, e matar todos os brancos que encontrássemos. De lá, partiríamos para Água de Meninos e, depois para Itapagipe, onde encontraríamos o restante das forças. Depois, invadiríamos os engenhos do Recôncavo, e libertaríamos os escravos malês.

¹Atual bairro da Barra, em Salvador


25 de Janeiro de 1835
 Tudo pronto, plano repassado, e saímos as ruas. Matamos todos os brancos que cruzaram nosso caminho. As lutas foram fáceis; não tivemos nenhuma baixa de nosso lado, conseguimos tomar todas as terras e todos os bens que pudéssemos carregar.

26 de Janeiro de 1835
 Muitos queriam vasculhar a cidade, para matar quem estivesse escondido (e encontrar mais coisas para a pilhagem), e fizemos isso por algum tempo. Mas, os lideres decidiram partir, pois estávamos perdendo tempo aqui, já que não tem muitos bens a se achar agora. Partiríamos a noite.

 27 de Janeiro de 1835
 Chegamos a Água de Meninos, e foi como em Vitória. Fácil e rápido. Mas não seria fácil sair da cidade. Fomos atacar os quartéis em Salvador, mas eles se organizaram rapidamente, nos colocando em fuga. Acabamos nos separando. Nosso grupo, de cerca de quinhentos males, foi barrado na vizinhança do Quartel de Cavalaria em Água de Meninos, onde foi travado nosso combate decisivo. Fomos vencidos, pelas tropas oficiais, que contavam com mais homens lutando, e armas melhores.
 Contamos sete mortos do lado deles, mas tivemos pelo menos dez vezes isto do nosso lado.

 Por volta do dia 5 de Fevereiro de 1835
 Quem sobreviveu ao combate em Água de Meninos, foi preso. Faz alguns dias que cerca de duzentos e oitenta malês foram detidos no Forte do Mar. Nossos julgamentos estão marcados para hoje.

 Alguns dias depois.
 Nossas condenações variaram entre a pena de morte para os lideres, e trabalhos forçados, degredo e açoites para nós.
 Fomos proibidos de circular a noite pela capital, e praticar nossa religião.

 Nossa revolta foi rapidamente controlada, mas mostramos às autoridades e às elites, o potencial de contestação contras o regime escravocrata. Mostramos nosso poder, perdemos, mas mesmo assim, sabemos que não seremos os últimos a lutar por esse motivo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário