É COM VOCÊ, COXINHA.
Certamente você é daqueles que acham que todo petista é ladrão e que José Dirceu deve pegar muitos anos de cadeia.
Discordo veementemente de você, mas não vamos discutir isso agora.
Ou talvez você seja do tipo que acha que todo político é ladrão.
Também discordo, e muito, mas não vamos discutir isso agora.
Quem sabe você é do tipo “não gosto de política”?
Deveria gostar. Sempre que você concorda ou discorda de alguém está fazendo política.
Mas também não é sobre isso que quero falar.
Temos diferenças, e muitas, mas todas perderam a relevância, a importância, diante do que está acontecendo.
Você deve saber que os norte americanos sempre tiveram os países das Américas do Sul e Central como colônias, usando-os como fontes de matérias primas, principalmente minérios, compradas a preço vil ou contrabandeadas, além de usar as populações desses países como mercado consumidor dos seus produtos e fornecedores de mão de obra barata (por isso tantas filiais de indústrias estrangeiras no Brasil).
Sempre que esses países tentaram se libertar do jugo norte americano os Estados Unidos usaram forças políticas internas, desses países, derrubaram os governos e colocaram governantes amestrados, cúmplices, de confiança do império.
Em algumas vezes com resistência e sangue, como aconteceu na Nicarágua, mas na maioria das vezes através de golpes, com a deposição dos governos por uma aparente via legal, de acordo com as leis, como aconteceu recentemente no Paraguai, com a deposição do presidente Lugo.
Pois a bola da vez é o Brasil. Os Estados Unidos precisam do PreSal, precisam de nióbio, um mineral estratégico que só o Brasil tem, precisam de ferro, manganês e, logo logo, mais adiante, água potável.
Não bastasse isso, o comércio internacional brasileiro era 80% feito com os norte americanos, hoje os Estados Unidos respondem apenas por 34% do nosso mercado internacional, e isso os incomoda, eles querem o retorno da época de só Ford e Chevrolet, sem os carros europeus e asiáticos ou dos eletrodomésticos fabricados por eles, aqui ou lá, ao invés dos chineses.
Para piorar, para eles, além de terem perdido uma grande parcela do mercado brasileiro, começamos a concorrer com eles no mercado externo, já somos o segundo produtor mundial de alimentos (eles são os primeiros), somos auto suficientes em quase tudo o que consumimos, em onze anos saltamos de décima sexta economia do planeta para sétima, com viés de crescimento, mesmo com essa crise passageira, e segundo as instituições econômicas estrangeiras, seremos a quinta economia do mundo, nos próximos dez ou quinze anos, ameaçando-os frontalmente.
Estamos a praticamente uma semana de duas passeatas, que prometem ser massivas, uma no dia 16 e outra no dia 20.
A do dia 16 está sendo organizada pelas mesmas pessoas que já foram governo, e recebendo a oitava economia das mãos de Itamar Franco, entregou como décima sexta, caindo oito posições em oito anos, que vendeu a Cia Vale do Rio Doce, uma empresa quase do tamanho da Petrobrás, por um valor equivalente ao que custou a reforma do Estádio do Maracanã, para a Copa, que vendeu quase 600 empresas brasileiras e o dinheiro só serviu para pagar juros à agiotagem internacional, principalmente ao FMI.
Junto com eles está a chamada mídia, principalmente a Rede Globo, que já foi americana e nunca rompeu os laços originais, continuando a defender os interesses norte americanos no Brasil.
Junto, ainda, estão os grandes empresários, sentindo-se prejudicados por uma política nacionalista e voltada para o pobre, com uma distribuição de renda mais democrática.
Para completar, a embaixada norte americana, oferecendo orientação, através dos seus estrategistas, e muitos dólares.
Estes não deverão estar na passeata do dia 16 porque não se misturam com o povo, limitando-se a organizá-lo, para que marche em favor deles.
Depois virá a passeata do dia 20, organizada pela Central Única dos trabalhadores – CUT, ao invés de empresários, e pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra – MST, e não pelos latifundiários, donos de muitas terras e exportadores de alimentos, com a oposição da mídia, do governo norte americano e dos grandes empresários.
Para ficar mais fácil o seu entendimento: imagine que cada brasileiro fosse um rato e que os nossos interesses e necessidades fosse um queijo gigante, imenso, chamado Brasil.
Nada mais natural que nos reuníssemos em grupos de ratos: PT, PMDB, PC do B, PSB, PSDB, PP, PSOL... Cada qual querendo um pedaço maior do queijo, o que é natural.
Só que agora o inimigo é comum, querem levar o queijo todo, nos deixar sem o queijo, alimentando-nos com as migalhas, com as sobras, depois que estiverem com as barrigas cheias de queijo.
Então é hora de nos juntarmos, de caminharmos juntos, independente de siglas e partidos, de lutar pela manutenção da posse desse queijo.
Você quer derrubar a Dilma, prender o Lula e colocar o Dirceu em prisão perpétua.
Vamos falar disso depois, isso é briga nossa, brasileira.
Eu quero Aécio na cadeia, com a devolução de tudo o que ele nos roubou, a começar pela única mina de nióbio do planeta. Quero responsabilizar FHC pelo crime de lesa pátria, por ter doado o nosso patrimônio. Quero uma Lava Jato honesta, prendendo todos os ladrões do país e não só os nomeados pelo governo, para gerenciar uma estatal e não o país, como querem nos fazer crer.
Mas vamos falar disso depois, isso é briga nossa, brasileira.
Agora o inimigo é estrangeiro, é maior, e não quer o pedaço maior do queijo, mas o queijo todo.
Pense nisso, antes de tomar qualquer decisão: em qual passeata vou, nas dos ricos e da tevê Globo, em favor dos Estados Unidos, ou na da galera que, como eu, rala para fabricar o queijo?
Você deve estar lembrado da aula de História do Brasil, lá no primário, hoje ensino fundamental, quando a professora nos falou do Almirante Barroso e sua célebre frase: “O Brasil espera que cada um cumpra com o seu dever.”
Pois é.
Francisco Costa
Rio, 05/08/2015.
Certamente você é daqueles que acham que todo petista é ladrão e que José Dirceu deve pegar muitos anos de cadeia.
Discordo veementemente de você, mas não vamos discutir isso agora.
Ou talvez você seja do tipo que acha que todo político é ladrão.
Também discordo, e muito, mas não vamos discutir isso agora.
Quem sabe você é do tipo “não gosto de política”?
Deveria gostar. Sempre que você concorda ou discorda de alguém está fazendo política.
Mas também não é sobre isso que quero falar.
Temos diferenças, e muitas, mas todas perderam a relevância, a importância, diante do que está acontecendo.
Você deve saber que os norte americanos sempre tiveram os países das Américas do Sul e Central como colônias, usando-os como fontes de matérias primas, principalmente minérios, compradas a preço vil ou contrabandeadas, além de usar as populações desses países como mercado consumidor dos seus produtos e fornecedores de mão de obra barata (por isso tantas filiais de indústrias estrangeiras no Brasil).
Sempre que esses países tentaram se libertar do jugo norte americano os Estados Unidos usaram forças políticas internas, desses países, derrubaram os governos e colocaram governantes amestrados, cúmplices, de confiança do império.
Em algumas vezes com resistência e sangue, como aconteceu na Nicarágua, mas na maioria das vezes através de golpes, com a deposição dos governos por uma aparente via legal, de acordo com as leis, como aconteceu recentemente no Paraguai, com a deposição do presidente Lugo.
Pois a bola da vez é o Brasil. Os Estados Unidos precisam do PreSal, precisam de nióbio, um mineral estratégico que só o Brasil tem, precisam de ferro, manganês e, logo logo, mais adiante, água potável.
Não bastasse isso, o comércio internacional brasileiro era 80% feito com os norte americanos, hoje os Estados Unidos respondem apenas por 34% do nosso mercado internacional, e isso os incomoda, eles querem o retorno da época de só Ford e Chevrolet, sem os carros europeus e asiáticos ou dos eletrodomésticos fabricados por eles, aqui ou lá, ao invés dos chineses.
Para piorar, para eles, além de terem perdido uma grande parcela do mercado brasileiro, começamos a concorrer com eles no mercado externo, já somos o segundo produtor mundial de alimentos (eles são os primeiros), somos auto suficientes em quase tudo o que consumimos, em onze anos saltamos de décima sexta economia do planeta para sétima, com viés de crescimento, mesmo com essa crise passageira, e segundo as instituições econômicas estrangeiras, seremos a quinta economia do mundo, nos próximos dez ou quinze anos, ameaçando-os frontalmente.
Estamos a praticamente uma semana de duas passeatas, que prometem ser massivas, uma no dia 16 e outra no dia 20.
A do dia 16 está sendo organizada pelas mesmas pessoas que já foram governo, e recebendo a oitava economia das mãos de Itamar Franco, entregou como décima sexta, caindo oito posições em oito anos, que vendeu a Cia Vale do Rio Doce, uma empresa quase do tamanho da Petrobrás, por um valor equivalente ao que custou a reforma do Estádio do Maracanã, para a Copa, que vendeu quase 600 empresas brasileiras e o dinheiro só serviu para pagar juros à agiotagem internacional, principalmente ao FMI.
Junto com eles está a chamada mídia, principalmente a Rede Globo, que já foi americana e nunca rompeu os laços originais, continuando a defender os interesses norte americanos no Brasil.
Junto, ainda, estão os grandes empresários, sentindo-se prejudicados por uma política nacionalista e voltada para o pobre, com uma distribuição de renda mais democrática.
Para completar, a embaixada norte americana, oferecendo orientação, através dos seus estrategistas, e muitos dólares.
Estes não deverão estar na passeata do dia 16 porque não se misturam com o povo, limitando-se a organizá-lo, para que marche em favor deles.
Depois virá a passeata do dia 20, organizada pela Central Única dos trabalhadores – CUT, ao invés de empresários, e pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra – MST, e não pelos latifundiários, donos de muitas terras e exportadores de alimentos, com a oposição da mídia, do governo norte americano e dos grandes empresários.
Para ficar mais fácil o seu entendimento: imagine que cada brasileiro fosse um rato e que os nossos interesses e necessidades fosse um queijo gigante, imenso, chamado Brasil.
Nada mais natural que nos reuníssemos em grupos de ratos: PT, PMDB, PC do B, PSB, PSDB, PP, PSOL... Cada qual querendo um pedaço maior do queijo, o que é natural.
Só que agora o inimigo é comum, querem levar o queijo todo, nos deixar sem o queijo, alimentando-nos com as migalhas, com as sobras, depois que estiverem com as barrigas cheias de queijo.
Então é hora de nos juntarmos, de caminharmos juntos, independente de siglas e partidos, de lutar pela manutenção da posse desse queijo.
Você quer derrubar a Dilma, prender o Lula e colocar o Dirceu em prisão perpétua.
Vamos falar disso depois, isso é briga nossa, brasileira.
Eu quero Aécio na cadeia, com a devolução de tudo o que ele nos roubou, a começar pela única mina de nióbio do planeta. Quero responsabilizar FHC pelo crime de lesa pátria, por ter doado o nosso patrimônio. Quero uma Lava Jato honesta, prendendo todos os ladrões do país e não só os nomeados pelo governo, para gerenciar uma estatal e não o país, como querem nos fazer crer.
Mas vamos falar disso depois, isso é briga nossa, brasileira.
Agora o inimigo é estrangeiro, é maior, e não quer o pedaço maior do queijo, mas o queijo todo.
Pense nisso, antes de tomar qualquer decisão: em qual passeata vou, nas dos ricos e da tevê Globo, em favor dos Estados Unidos, ou na da galera que, como eu, rala para fabricar o queijo?
Você deve estar lembrado da aula de História do Brasil, lá no primário, hoje ensino fundamental, quando a professora nos falou do Almirante Barroso e sua célebre frase: “O Brasil espera que cada um cumpra com o seu dever.”
Pois é.
Francisco Costa
Rio, 05/08/2015.
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