quinta-feira, 11 de agosto de 2016

CONSUMO

Hoje em dia, um dos grandes problemas, na sociedade é o Consumismo, no qual as pessoas consomem muito, sem se preocuparem com o que ou para que vão utilizar os objetos comprados, em alguns casos consomem somente pelo 'prazer' de consumir.
Teve suas bases fundadas na revolução industrial e as classes média e alta são as que mais ''utilizam'' o consumismo. O que algumas pessoas não conhecem, pelo fato de estarem sendo tão consumista que não lembram mais como é ser consumidor, é o consumo consciente, cujo é realizada a compra de um determinado produto sem prejudicar o meio, etc.

DESENVOLVIVEMTO
Você já parou para pensar em por que nós consumimos da maneira exagerada?Primeiramente, entenda que consumo é diferente de consumismo. O consumo, em linhas gerais, se caracteriza por suprir necessidades relacionadas à sobrevivência de cada pessoa, enquanto o consumismo desvincula-se disso, estando associado ao consumo demasiado e/ou supérfluo.


 A origem da atual tendência consumista tem origem na história da humanidade. Principalmente após a segunda guerra mundial houve um crescimento acelerado da população atrelado ao aumento no consumo de matéria-prima. Após a revolução industrial, os processos de produção e circulação de bens foram agilizados. Com o avanço da produção industrial houve um grande distanciamento entre as pessoas e o conhecimento em relação aos meios de produção, gerando alienação.

Além dessa questão histórica, outros fatores influenciam o consumismo:
- Status e poder: durante muitos anos o consumo foi privilégio de classes mais ricas que sempre detiveram o poder social, político e econômico, determinando o “ter” como sinônimo de poder. Aí entra o status. Os bens consumidos determinam o poder que a pessoa tem e o status em que ela se encontra nessa relação.
- Novos produtos/moda: atualmente há uma grande rotatividade e lançamento de novos produtos que saem e entram em moda e que somos induzidos a comprar através do apelo midiático.
- Apelo midiático: o consumismo é também estimulado pela mídia quer a todo custo nos fazer acreditar que realmente precisamos de determinado produto.

As conseqüências desse consumo desenfreado são bastante visíveis, haja vista a crise ambiental que estamos vivenciando. Além de aumentar o consumo de matéria-prima e a produção, o consumismo traz um outro agravante: o descarte. O lixo e outros resíduos gerados pelas embalagens e produtos descartados tem causado grandes problemas ambientais.

As mudanças no padrão de consumo da sociedade se fazem urgentes e só ocorrerão a partir de uma conscientização a respeito da necessidade de consumo.
Muitas pessoas justificam o consumo desenfreado alegando que a manipulação midiática e o sistema capitalista em que vivemos nos limitam ao consumismo. Mas eu questiono: estamos limitados ou moldados ao padrão? E você, é consumidor ou consumista?

Não há como fugir do consumo. Ele representa nossa sobrevivência e não é possível passar um único dia sem praticá-lo. Precisamos adquirir bens para suprir nossas necessidades de alimentação, vestuário, lazer, educação, abrigo.
Associado ao termo consumo sempre surge a ideia do consumismo e cuja diferenciação não é tão simples quanto parece. Muito mais do que pessoas que compram muito e adquirem bens que não precisam, o consumismo é um retrato do modelo atual de sociedade, do desperdício e dos valores que imperam. O consumismo refere-se a um modo de vida orientado por uma crescente busca pelo consumo de bens ou serviços e sua relação simbólica com prazer, sucesso, felicidade, que todos os seres humanos almejam, e frequentemente é observada nas mensagens comerciais dos meios de comunicação de massa.
Em meio às suas rotinas de consumo, as pessoas têm cada vez mais dificuldade em perceber o que é necessário e o que é supérfluo e avaliar o tamanho do seu consumo. E é natural que o que é essencial para uma pessoa seja dispensável para outra devido à complexidade e à diversidade do ser humano. Qual é, afinal, o consumo ideal para uma pessoa ou uma família? Podemos mensurar as necessidades do outro? E seus desejos? Mais do que focar nos consumidores, podemos ter a percepção do tamanho do consumismo observando o culto ao consumo que impera em todos os meios. O nosso sistema de produção e toda a engrenagem que alimenta o sistema capitalista são impulsionados pelo consumo excessivo. Basta verificarmos como produzimos bens para serem pouco usados e logo descartados, com enorme impacto ambiental, gasto de água, recursos, energia e trabalho humano, para sentirmos como nossos processos não são sustentáveis, por mais que tentem pintá-los de verde. Enquanto convivermos com o bombardeio publicitário incentivando o consumismo, com a obsolescência programada não apenas de produtos tecnológicos mas também de pessoas, suas roupas e demais objetos, e um modelo de produção linear, que produz grande volume de resíduos, estamos vivenciando o consumismo.
Indução ao consumo
Para que as pessoas possam entender como elas vivem em um processo de consumo sem consciência é importante um entendimento individual acerca das necessidades reais e fabricadas. O condicionamento ao consumo pode acontecer de várias formas mas a comunicação mercadológica que chega a homens, mulheres e crianças tem um papel decisivo. Os modismos chegam por novelas, desfiles, comerciais, incentivando hábitos que não eram comuns a determinado grupo. E com isso cria-se, então, um consumo que não existia.
Como resistir aos comportamentos consumistas? Quando pensamos na consciência antes do consumo temos como objetivo justamente entender o que é necessidade para o ser humano hoje. É tirar o foco do consumo e colocar em um entendimento de nossas necessidades e desejos e nos impactos pessoais, sociais e ambientais de nossas escolhas. Em meio a suas rotinas estressantes de trabalho, a uma corrida para ganhar dinheiro e pagar as contas no fim do mês, estamos perdendo a essência da vida. Qual seria um olhar com consciência da relação trabalho e obtenção de renda e estilo de vida e de consumo? Ocupamos nosso tempo, fazemos tarefas que não gostamos, nos afastamos de nossas famílias por longas horas para consumir coisas que a gente não precisa ou não precisaria e que são, inclusive, maléficas à nossa saúde física e mental. Mas estamos mergulhados em uma comunicação mercadológica que diz que aquele item é importante para que a gente se sinta bem e que pertença a determinados grupos. O consumo é visto como algo que credencia as pessoas e dá acesso a um mundo ilusório de perfeição e felicidade.
Mais grave ainda é a situação vivida pelas crianças e adolescentes, nos dias de hoje, que crescem em meio a valores extremamente materialistas e consumistas. Como falar em sustentabilidade se não cuidamos da infância em um sentido amplo, não oferecemos proteção contra todo tipo de abuso, inclusive a exploração comercial, e a disseminação de comportamentos insustentáveis? Estamos garantindo as condições para que no futuro as pessoas possam viver com qualidade?
Comerciais abusivos que falam direto para as crianças, promoções que nos ofertam brindes e descontos tipo leve 6 e pague 5, campanhas sedutoras e estratégias de venda com profundo conhecimento do comportamento humano. Armadilhas para um mundo consumista. Conseguir se desvencilhar deste grande emaranhado de recursos que induzem ao consumismo é hoje uma tarefa que exige um redescobrir do que é o ser humano, do nosso papel, e da nossa condição acima de “sujeitos-mercadorias”, como coloca o escritor Zygmunt Bauman. Será que conseguimos? Um desafio que engloba uma tomada de consciência, uma nova comunicação midiática, mudança de valores, educação ambiental e para o consumo e, sobretudo, uma educação para a vida.

Resumo- Consumo e Consumismo
O consumo e consumismo O consumo são a satisfação das necessidades básicas que faz parte da existência do homem enquanto ser cultural. Nas socidades que passaram pelo processo de industriaalização, a apreensão dos conteúdos simbólicos da cultura não se faz apenas por intermédio do consumo, mas, principalmente, por meio do consumismo. O consumismo está mais relacionado com a criação de desejos e não tanto com a satisfação das necessidades. Ou seja, muitas das propagandas, ao tentar vender seus produtos, não apelam apenas para uma necessidade que o indivíduo tem e que aquele produto irá preencher ou satisfazer, mas relaciona-se a desejos que ele nem sabe que tem ou que muitas vezes não tem. Zygmunt Bauman O sociólogo polonês Zygmunt Bauman afirma que o consumismo é a incessante criação de desejos que implica na contínua substituição dos objetos, uma vez que novas necessidades são criadas o tempo todo e assim nos baseamos no excesso e no desperdício.

consumismo é uma compulsão que leva o indivíduo a comprar de forma ilimitada e sem necessidade bens, mercadorias e/ou serviços. Ele se deixa influenciar excessivamente pela mídia, o que é comum em um sistema dominado pelas preocupações de ordem material, na qual os apelos do capitalismo calam fundo na mente humana. Não é à toa que o universo contemporâneo no qual habitamos é conhecido como “sociedade de consumo”. Depois da Revolução Industrial, que possibilitou o aumento da escala de produção e incrementou o volume de mercadorias em circulação, o mundo se modificou profundamente. Com a industrialização veio o desenvolvimento econômico nos moldes do liberalismo e o consumismo alienado, ou seja, é como se as mercadorias fossem entidades abstratas e autônomas, independentes dos esforços humanos. Porque agora o homem não consome mais, como outrora, os produtos que ele mesmo elabora. Ele se encontra apartado dos frutos de seu próprio trabalho.
O consumista não age como o consumidor, que compra as mercadorias e os serviços de que necessita para sua existência, já aquele está sempre atravessando as fronteiras da necessidade e tocando as margens do supérfluo. Ele atua muitas vezes movido por distúrbios emocionais e psicológicos, ou por motivações sócio-econômicas, como uma espécie de compensação pela frieza do convívio social, pela carência financeira, por uma auto-estima deteriorada, e por tantas outras razões. O resultado dessa atitude impulsiva é geralmente o endividamento crescente, então o indivíduo assume uma sobrecarga de trabalho, na tentativa de eliminar as dívidas, conseqüentemente é submetido a um regime de exploração no trabalho, novamente se vê emocionalmente frágil e se torna propenso de novo ao consumismo feroz. Como se percebe, cria-se um círculo vicioso, do qual somente com muito esforço e um eficaz tratamento terapêutico o sujeito pode se libertar.

Além do mais, o acúmulo cada vez maior de supérfluos leva nossa sociedade a uma deterioração dos hábitos e dos valores, pois as pessoas se tornam gradualmente escravas do materialismo, em detrimento do caráter espiritual da vida. As próprias relações sociais se desvalorizam diante da valia crescente das mercadorias, na verdade até mesmo os relacionamentos se submetem a critérios materiais. O consumismo pode provocar também uma grave perturbação psíquica, a oneomania, que conduz o indivíduo a um gasto compulsivo, mais comum entre as mulheres. A natureza também é prejudicada pelo consumo ilimitado, porque o incremento das mercadorias, não só da demanda, mas também da oferta, produz no meio ambiente o aumento do volume do lixo.

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