sexta-feira, 14 de julho de 2017

SOLDADO FERIDO




REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932
     No dia 9 de julho de 1932, eclodiu o movimento armado sob a liderança militar dos generais Isidoro Dias Lopes de São Paulo e Bertoldo Klinger de Mato Grosso, que apesar de ter sido destituído de suas funções pelo Governo Provisório compareceu para participar do movimento armado, a liderança civil ficou com Pedro de Toledo.
     Sem dúvida alguma, o movimento de 1932 foi um dos mais recentes gritos de revolta dos paulistas que a exemplo de seus antepassados quiseram uma Pátria livre.
     De nossa região partiram homens de fibra, que não visavam o ganho pessoal mas sim o coletivo, homens que não fugiram ao chamado e consequentemente as adversidades pois assim como em todos os movimentos existem as traições e com este não foi diferente. Pois quem dizia apoiar o movimento de última hora abandonou os paulistas, mesmo com uma desvantagem numérica resistiram bravamente.
     Em meados de setembro, percebendo que o movimento se enfraquecia apesar da luta renhida, o general Bertoldo Klinger enviou ao governo provisório uma proposta de armistício. No dia 29 de setembro, chegaram a um contato, mas não saiu o acordo. Muitos paulistas eram contrários a qualquer forma de acordo, mas não saiu o acordo mas toda resistência fora inútil. A guerra acabou, morreram 633 paulistas sendo que 9 deles eram da região de Franca, durante o conflito.
     Franca não se esqueceu de seus filhos, o cortejo fúnebre contou com a participação de grande parte da população francana, fora isso existe a praça nove de julho e no cemitério da Saudade existe o mausoléu do Soldado Constitucionalista de 1932.

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