sexta-feira, 13 de novembro de 2015

ESCRAVIDÃO E RACISMO
Prof. José Maria de Oliveira Junior
A escravidão humana existe há muito... Desde o século 20, a mídia vem denunciando inúmeros casos de trabalho escravo em todo o mundo e principalmente no Brasil. Aliás, essa é uma luta permanente que exige a participação de todos. De outro lado, qualquer forma de escravidão oprime os seres humanos. No século 16, ante suas necessidades capitalistas, as coroas ibéricas, Portugal e Espanha, deram início ao sequestro de africanos para suas colônias da América. Esse comércio é o que chamamos de tráfico negreiro. Cerca de 10 milhões de cativos foram trazidos para a América. Para o Brasil 5 milhões. O objetivo dos portugueses era suprir o problema de mão-de-obra. Entre nós, a escravidão durou 400 anos. Bem, a liberdade veio com a Lei Áurea, de 13 de maio de 1888. Pois bem, os ex-escravos não foram indenizados... Foram abandonados e substituidos pela mão de obra branca (os imigrantes europeus). Na realidade, isso explica, em parte, porque o negro forma o seguimento mais pobre da sociedade. Por outro lado, a herança da escravidão e o racismo permaneceram... Isso ocorre, no dia a dia, pela reprodução das relações de desigualdade e a falsa ideia de superioridade dos brancos. É preciso abrir os olhos para a realidade dos fatos, vivemos num país em que predomina a desigualdade social entre negros e os demais segmentos. Segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) a violência policial contra o negro é duas vezes maior que em brancos.
Mesmo com a Lei Áurea as coisas, ainda, não mudaram... O racismo permanece. São muitos os casos de preconceito no Brasil e no mundo. Dentro dos gramados há racismo também: Tinga (Cruzeiro), Aranha (Santos) e Daniel Alves (Barcelona), e principalmente dentro das escolas hora os alunos praticando  contra os alunos negros, e até mesmo professores que discriminação o aluno negro. O fato é que esses episódios não são banais. Como se viu, o Brasil tem uma imensa dívida social com os negros. Por isso, as cotas são necessárias por um tempo. Somos o país das diferenças e das desigualdades. Uma coisa é clara: precisamos aprender a conviver com as diferenças étnicas e culturais, coisa que ficou bem clara na ultima eleição ára presidente. Finalmente, sem o respeito às diferenças não é possível existir uma sociedade democrática, justa e igualitária, no que se refere a direitos e deveres para todos. É absurdo imaginar que, neste século, ainda, perdure a discriminação cultural e religiosa contra os negros. Um detalhe importante: a abolição foi um longo processo de luta, incansável, de negros, de abolicionistas e da Inglaterra, que pressionou o governo brasileiro com a Lei Bill Abeerden, de1845.  




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