segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Tractatus Logico-Philosophieus

Ludwig Wittgenstein
 Disponível em: https://marcosfabionuva.files.wordpress.com/2011/08/tractatus-logico-philosophicus.pdf


1[1] O mundo é tudo o que ocorre.
1.1 O mundo é a totalidade dos fatos, não das coisas.
1.11 O mundo é determinado pelos fatos e por isto consistir em todos os fatos.
1.12 A totalidade dos fatos determina, pois, o que ocorre e também tudo que não ocorre. 1.13 Os fatos, no espaço lógico, são o mundo.
1.2 O mundo se resolve em fatos.
1.21 Algo pode ocorrer ou não ocorrer e todo o resto permanecer na mesma.
•2 O que ocorre, o fato, é o subsistir dos estados de coisas.
2.01 O estado de coisas é uma ligação de objetos (coisas).
2.011 É essencial para a coisa poder ser parte constituinte der estado de coisas.
2.012 Nada é acidental na lógica: se uma coisa puder aparecer num estado de coisas, a possibilidade do estado de coisas já deve estar antecipada nela. .
2.0121 Parece, por assim dizer, acidental que à coisa, que poderia subsistir sozinha e para si, viesse ajustar-se em seguida uma situação. Se as coisas podem aparecer em estados de coisas, então isto já. deve estar nelas.
(Algo lógico não pode ser meramente-possível. A lógica trata de cada possibilidade e todas as possibilidades são fatos quê lhe pertencem.) Assim como não podemos pensar objetos espaciais fora do espaço, os temporais fora do tempo, assim não podemos pensar nenhum objeto fora da possibilidade de sua ligação com outros. Se posso pensar o objeto ligando-o ao estado de coisas, não posso então pensá-lo fora da possibilidade dessa ligação.
2.0122 A coisa é autônoma enquanto puder aparecer em todas as situações possíveis, mas esta forma de autonomia é uma forma de conexão com o estado de coisas, uma forma de heteronomia. (É impossível palavras comparecerem de dois modos diferentes, sozinhas e na proposição.)
2.0123 Se conheço o objeto, também conheço todas as possibilidades de seu aparecer em estados de coisas. (Cada uma dessas possibilidades deve estar na natureza do objeto.) Não é possível posteriormente encontrar nova possibilidade.
2.01231 Para conhecer um objeto não devo com efeito conhecer suas propriedades externas — mas todas as internas.
2.0124 Ao serem dados todos os objetos, dão-se também todos os possíveis estados de coisas. 2.013 Cada coisa está como num espaço de estados de coisas possíveis. Posso pensar êste espaço vazio, mas não a. coisa sem o espaço.
2.0131 O objeto espacial deve estar no espaço infinito. (O ponto no espaço é lugar do argumento.) A mancha no campo visual não deve, pois, ser vermelha, mas deve ter uma côr; tem, por assim dizer, uma espacialidade colorida em volta de si. O som deve possuir uma altura, o objeto do tato, uma dureza, e assim por diante.
2.014 Os objetos contêm a possibilidade de tôdas as situações.



[1] Os algarismos que enumeram as proposições isoladas indicam o peso lógico dessas proposições, a importância que adquirem em minha exposição. As proposições n.1, n.2, n.3, etc. constituem observações, à proposição n.° n; as proposições n.fnl, n.m2, etc., observações à proposição n.° n.m, e assim por diante.

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