Ludwig
Wittgenstein
Disponível em:
https://marcosfabionuva.files.wordpress.com/2011/08/tractatus-logico-philosophicus.pdf
1[1] O mundo é tudo o que
ocorre.
1.1 O mundo é a totalidade dos fatos, não das coisas.
1.11 O mundo é determinado pelos fatos e por isto
consistir em todos os fatos.
1.12 A totalidade dos fatos determina, pois, o que ocorre
e também tudo que não ocorre. 1.13 Os fatos, no espaço lógico, são o mundo.
1.2 O mundo se resolve em fatos.
1.21 Algo pode ocorrer ou não ocorrer e todo o resto
permanecer na mesma.
•2 O que ocorre, o fato, é o subsistir dos estados de
coisas.
2.01 O estado de coisas é uma ligação de objetos
(coisas).
2.011 É essencial para a coisa poder ser parte
constituinte der estado de coisas.
2.012 Nada é acidental na lógica: se uma coisa puder
aparecer num estado de coisas, a possibilidade do estado de coisas já deve
estar antecipada nela. .
2.0121 Parece, por assim dizer, acidental que à coisa,
que poderia subsistir sozinha e para si, viesse ajustar-se em seguida uma
situação. Se as coisas podem aparecer em estados de coisas, então isto já. deve
estar nelas.
(Algo lógico não pode ser meramente-possível. A lógica
trata de cada possibilidade e todas as possibilidades são fatos quê lhe
pertencem.) Assim como não podemos pensar objetos espaciais fora do espaço, os
temporais fora do tempo, assim não podemos pensar nenhum objeto fora da
possibilidade de sua ligação com outros. Se posso pensar o objeto ligando-o ao
estado de coisas, não posso então pensá-lo fora da possibilidade dessa ligação.
2.0122 A coisa é autônoma enquanto puder aparecer em
todas as situações possíveis, mas esta forma de autonomia é uma forma de
conexão com o estado de coisas, uma forma de heteronomia. (É impossível
palavras comparecerem de dois modos diferentes, sozinhas e na proposição.)
2.0123 Se conheço o objeto, também conheço todas as
possibilidades de seu aparecer em estados de coisas. (Cada uma dessas
possibilidades deve estar na natureza do objeto.) Não é possível posteriormente
encontrar nova possibilidade.
2.01231 Para conhecer um objeto não devo com efeito
conhecer suas propriedades externas — mas todas as internas.
2.0124 Ao serem dados todos os objetos, dão-se também
todos os possíveis estados de coisas. 2.013 Cada coisa está como num espaço de
estados de coisas possíveis. Posso pensar êste espaço vazio, mas não a. coisa
sem o espaço.
2.0131 O objeto espacial deve estar no espaço infinito.
(O ponto no espaço é lugar do argumento.) A mancha no campo visual não deve,
pois, ser vermelha, mas deve ter uma côr; tem, por assim dizer, uma
espacialidade colorida em volta de si. O som deve possuir uma altura, o objeto
do tato, uma dureza, e assim por diante.
2.014 Os objetos contêm a possibilidade de tôdas as
situações.
[1] Os algarismos que enumeram as
proposições isoladas indicam o peso lógico dessas proposições, a importância
que adquirem em minha exposição. As proposições n.1, n.2, n.3, etc. constituem
observações, à proposição n.° n; as proposições n.fnl, n.m2, etc., observações
à proposição n.° n.m, e assim por diante.
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