terça-feira, 15 de setembro de 2015

CONTEXTO HISTÓRICO E CONTEXTO FILOSOFICO KARL MARX

CONTEXTO HISTÓRICO E CONTEXTO FILOSOFICO KARL MARX
No século XVIII, simultaneamente com o crescimento em importância e notoriedade da ciência História, a Filosofia da História foi tema ao qual muitos pensadores dedicaram suas reflexões. Surgindo várias concepções de progresso histórico.
Entre os vários pensadores que investiram esforços em explicar a lógica do progresso da História, destacou-se a escola alemã de filosofia, de onde vieram várias formulações filosóficas sobre a História. Entre eles estava Karl Marx.
O filósofo alemão Karl Marx baseou sua explicação histórica para as relações sociais em pilares economicistas. Segundo Marx, é a economia que interfere na vida social em todas as suas formas, gerando frutos em sua conseqüência. Para explicar o impacto da economia na vida social, Marx utiliza-se de ferramentas como o materialismo dialético e o caráter teleológico.
CONTEXTO HISTORICO E CORRENTE FILOSOFICA DE HEGEL
Na opinião de Hegel, cada grande era da história do mundo começa como uma síntese de forças opostas à era precedente. Essas forças opostas (teses e antíteses) acabam destruindo o momento histórico, mas uma era nova e melhor se ergue das cinzas.
A “dialética” é o motor que movimenta o sistema de Hegel. Ele demonstrou que o processo dialético escora toda a história, inclusive a história do pensamento. Hegel argumentou que, a cada era, as pessoas desenvolvem um conhecimento melhor sobre o mundo. Hoje, a prova de Hegel desse desenvolvimento seria que a ciência moderna e a tecnologia dão uma imagem mais precisa de como o universo funciona do que davam cinqüenta anos atrás. No futuro, esse conhecimento terá se desenvolvido ainda mais.
Para Hegel, a história caminha para o conhecimento completo. O processo dialético terminará numa “síntese” final que revelará a mente de Deus.

Para entender as ideias de Hegel, é interessante contextualizá-lo. O final do século XVIII teve como principal acontecimento histórico a Revolução Francesa e a expansão napoleônica. Os territórios europeus não eram divididos sob as fronteiras que conhecemos hoje. A Alemanha – terra de Hegel – era formada por diversos espaços cujas leis e doutrinas eram independentes. Desta forma, o papel do Estado era extremamente importante para o funcionamento do governo.
O obra de Hegel de um modo geral teve grande influência de dois autores: Baruch Spinoza e Immanuel Kant. Hegel desenvolveu o chamado idealismo absoluto, utilizado como base para várias áreas do conhecimento como a política, a psicologia, a arte, a religião e a filosofia. A teoria afirma que quaisquer contradições e dialéticas podem ser resolvidas com a criação de um modelo que pode refletir no indivíduo e no Estado.



Alienação
Capaz de ameaçar o trabalho e a consciência humana desde seus primórdios, a alienação afeta principalmente o homem do mundo moderno, em que as relações sociais se tornam cada vez mais determinadas por seu aspecto mercantil ou econômico-financeiro.
Alienação é a condição psico-sociológica de perda da identidade individual ou coletiva decorrente de uma situação global de falta de autonomia. Encerra portanto uma dimensão objetiva -- a realidade alienante -- e a uma dimensão subjetiva -- o sentimento do sujeito privado de algo que lhe é próprio.
O conceito de alienação é comum a vários domínios do saber. Em psicologia e psiquiatria, fala-se de alienação para designar o estado mental da pessoa cuja ligação com o mundo circundante está enfraquecida. Em antropologia, a alienação é o estado de um povo forçado a abandonar seus valores culturais para assumir os do colonizador. Em sociologia e comunicação, discute-se a alienação que a publicidade e os meios de comunicação suscitam, dirigindo a vontade das massas, criando necessidades de consumo artificiais e desviando o interesse das pessoas para atividades passivas e não participativas.
Em filosofia política, fala-se de alienação para designar a condição do trabalhador que, à semelhança de uma peça de engrenagem, integra a estrutura de uma unidade de produção sem ter nenhum poder de decisão sobre sua própria atividade nem direitos sobre o que produz. Transcendendo o âmbito da produção, a alienação se estende às decisões políticas sobre o destino da sociedade, das quais as grandes massas permanecem alijadas, e mesmo ao âmbito das vontades individuais, orientadas pela publicidade e pelos meios de comunicação de massas.
Histórico
O conceito de alienação tem raízes no pensamento de Hegel e Karl Marx, mas cabe destacar uma importante observação complementar, a de Ludwig Feuerbach, mestre de Marx, para quem as formas paroxísticas da alienação humana seriam o êxtase e o arrebatamento religiosos.
Para Hegel, a alienação é um processo essencial pelo qual a consciência ainda ingênua, convencida de que a realidade do mundo é independente dela mesma, chega a tornar-se consciência de si. Essa transformação da consciência em consciência de si é descrita na Phänomenologie des Geistes (1807; Fenomenologia do espírito). Para Hegel, o concreto reside na unidade dos termos contraditórios que entram em confronto. Cada termo é a negação de seu próprio oposto, sendo o movimento interno do sujeito a "negação da negação". A luta desses opostos é mortal, pois o ser de cada um deles está no outro, que o desafia e nega. A posse de si mesmo fica assim condicionada à destruição do outro, que detém a verdade e o absoluto. Concebida nesses termos, a alienação é, portanto, além de profunda, necessariamente intrínseca e primordial: o ser de cada indivíduo não reside em si próprio e sim em seu oposto, no qual corre o risco de se diluir.
Para Marx, a alienação refere-se a uma situação resultante dos fatores materiais dominantes da sociedade, caracterizada por ele sobretudo no sistema capitalista, em que o trabalho humano se processa de modo a produzir coisas que imediatamente são separadas dos interesses e do alcance de quem a produziu, para se transformarem, indistintamente, em mercadorias.
Marx, situando o homem na raiz da história (o homem concreto, que define com o trabalho sua relação com seus semelhantes e com a natureza), inverte a dialética hegeliana. De acordo com a dialética de Marx, o processo de alienação leva o ser genérico do homem -- expresso pelo trabalho -- a converter-se em instrumento de sua sobrevivência, o que ocorre, primeiro, na relação do produtor com o produto e, em seguida, na relação do produtor com os consumidores do produto. A alienação transforma o operário em escravo de seu objeto, mas o processo não se detém aí, já que o trabalho é mercadoria que produz bens de consumo para outrem. Na verdade, ocorre a alienação do homem perante o próprio homem: ao produzir um bem que não lhe pertence, o homem propicia o jugo daquele que não produz sobre a produção e o produto, deixando assim que o outro, alheio à produção, se aproprie dela.
Dá-se assim a "reificação" ou coisificação social, ou seja, a conversão de todas as relações sociais em formas de mercadorias, que abrangeriam o próprio homem, desse modo já submerso na fantasmagoria das relações entre as coisas. Sintetizando-se o problema, a alienação seria ocasionada pela divisão de trabalho e, de outro lado, pela separação entre o trabalho e o produto dele resultante. Os reflexos alienatórios seriam inevitáveis tanto na filosofia como nas instituições políticas e sociais, na religião, na literatura e nas artes.
Filosofia Política Contemporânea
Pensadores marxistas, muitas vezes desligados das principais correntes da tradição materialista-dialética retomaram os conceitos de alienação e reificação. György Lukács, por exemplo, fala de um mundo cristalizado de coisas e relações "coisísticas", ressaltando que a forma de mercadoria assume uma universalidade objetiva e subjetiva-objetiva, o que significa que todos os objetos são avaliados e trocados como mercadorias. O fenômeno da alienação se estende da fábrica a todos os setores da sociedade.
Louis Althusser postula que a teoria da alienação implica uma retomada humanista e ideológica dos Manuscritos projetada na doutrina não-humanista do fetichismo de O capital. O brasileiro José Artur Gianotti fala mesmo no desaparecimento dos conceitos marxistas de mercadoria e de fetiche da mercadoria.
No existencialismo marxista de Sartre também está presente o conceito de alienação, assim como no pensamento de Herbert Marcuse, voltado principalmente para a alienação alimentada pelos meios de comunicação. Na linha de Marcuse, os demais pensadores da Escola de Frankfurt -- Walter Benjamin e Theodor Adorno principalmente -- tratam a questão da arte como produto industrial e do objeto de arte como mercadoria.
Atualmente, o que se entende como trabalho humano abstrato nada mais é do que o princípio real do processo efetivo da produção de quaisquer mercadorias. Nenhuma teoria pode modificar ou negar a situação básica produtora de alienação, inerente ao modo capitalista de produção, assim como o conceito de trabalho abstrato está indissoluvelmente ligado aos meios de produção desse sistema.
                                                                                                                                                                                          
   Portal do Estudante de Filosofia
Para Hegel, o processo histórico da alienação do homem continha também á história da alienação do homem.


No seu texto intitulado, “Filosofia da História”, encontramos: 

“Aquilo por que a inteligência de fato anseia, é a percepção de si própria; mas, ao fazê-lo, ela oculta aquele objetivo da sua própria visão e fica orgulhosa e bem satisfeita nesta alienação de sua própria essência”.

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