domingo, 4 de janeiro de 2015

PLEBE RUDE
(NASCE A LUTA DE CLASSES)
JOSÉ MARIA DE OLIVEIRA JUNIOR
Ao descrever a natureza do processo de lucro, que é o que caracteriza a forma de produção capitalista, Marx diz que tal processo só é possivel por uma continua expropriação dos meios naturais de produção das mãos dos trabalhadores, que reunidos nas fabricas acabam or ser expropriados também da liberdade de organização de seu próprio trabalho. Além do fato de que os bens produzidos ficam nas mãos do capitalista no fim do processo, Marx fica também intrigado com o fato de que os trabalhadores não recebiam a quantia justa pelo trabalho produzido, mas que recebiam sempre menos do que foi capaz de produzir, ou seja podia-se distinguir uma parcela de tempo necessário de trabalho correspondente ao salário que receberia em lucro, logo bem material injustamente expropriado do trabalhador.
Marx explica que a conformação a esse processo por parte do trabalhador se dá porque de alguma forma, apesar de trabalhar mais do que nunca ele foi privado do domínio do processo como um todo, tornando-se um homem parcelar que não é capaz de avaliar como injustiça sua sujeição ao trabalho assalariado, visto como parte de uma troca livre e justa, mas muito pelo contrário, até se pode dizer que enxerga o conseguir um posto de trabalho como dádiva.
Dessa forma, para promover uma forma de sociedade mais justa, Marx e seus adeptos preconizarão a necessidade dos trabalhadores superarem sua condição de alienação relativamente ao processo ao qual estão inseridos. Ou seja, era necessário produzir trabalhadores antes uma consciência da injustiça, o que não era tão dificil de enxergar ao se notar a extrema difença social que marca capitalistas e proletários.
No decorrer de seu desenvolvimento as forças produtivas entram em contradições com as relações de produção, já existentes e estas convertem-se em obstáculos à continuação do processo produtivo. A utilização de máquinas cada vez mais produtivas elimina parte da força de trabalho, já os operários dispensados formarem um cadastro de reserva (os desempregados) em situação de concorrência que vai causar a redução dos salários.
Sendo assim o modo de produção dos bens materiais condiciona a vida social, politica e intelectual que acaba interagindo com a base material iniciando-se uma luta de classes que afeta a fundo a estrutura ideológica de modo que os homens adquirem consciência do conflito de que participam.
Por outro lado, uma vez alerta quantoà natureza da injustiça sofrida, seria necessário superar o conformismo, e isso só seria possivel  por meio da produção da conciência de classe, ou seja somos todos um.
Ao explicar o processo pelo qual a classe proletária não poderia perceber-se como classe, Marx lança mão do conceito de ideologia que se traduziria por uma superestrutura de pensamento pairando sobre a infra-estrutura produtiva, que funcionaria produzindo justificações de tipos diversificados capazes de envolver a injustiça existente na ordem social vigente.
O filósofo alemão Kant considerava a revolução uma força essencial e necessária no processo evolutivo da humanidade.
A revolução socialista ocorreu em um momento que a industria estava despreparada as estradas de ferro eram insuficientes e a administração encontrava-se desorganizada, existia uma crise no abastecimento e os distúbios populares aumentavam consideravelmente. Em 1921, os revolucionários assumiram a tarefa de construir o socialismo no mundo a partir de sua pátria, esta nova elite consistia em um partido de politicos profissionais, pequeno, coeso e excepcionalmente disciplinado. Desde o início, os que não se dedicavam totalmente eram expulsos.
De acordo com as regras oficiais, os membros do partido tinham de observar rigorosa disciplina partidária, participar ativamente na vida política do partido, dominar os princípios do marxismo e dar o exemplo na observação do trabalho e da disciplina estatal.
O homem tendo o ideal de que todos nós somos iguais, sem nenhum tipo de distinção, ou seja, sem nenhuma diferença.
BIBLIOGRAFIA
A Era do capital

Eric, J. Hobsbawn

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